Warning
Quarta-feira, Janeiro 25, 2012
Domingo, Janeiro 15, 2012
Terça-feira, Janeiro 10, 2012
Quarta-feira, Janeiro 04, 2012
Sempre à volta do mesmo, mas que interessa?
Quero sentir a palavras nos meus dedos, o papel, as letras, a raiva, o desespero e o amor. As palavras que tanto tempo estiveram desaparecidas dentro de mim, onde as tinha perdido, onde provavelmente, as quis perder. Sinto falta, sentia falta. Sendo só para mim.. ajudam, ainda que pouco. Mas no fundo, as palavras são íntimas e só mostramos a intimidade a quem queremos que a conheça – se o merece ou não, saber-se-á mais tarde, quiçá.
Não me basta falar. O que sai da boca facilmente se perde, pode não ser reflectido, são palavras expelidas em fumo ou éter, em contenção ou êxtase. Uma postura que se pede que se mantenha. Não se questiona a sinceridade, há que perceber. Mas escrever é um ritual que cada vez se torna mais raro e eu quero preservá-lo. Eu e o nada, a ser preenchido. É irónico, às vezes é à procura de preencher um vazio, deitando fora palavras. Às vezes e agora. É de mim para mim. Egoísta? Não acho. Egocêntrico? Talvez. Mas, que se fodam os egos dos outros. É uma cultura cansativa e decepcionante. Fodam-se. Todos.
O que vejo – e culpo a minha pontinha de sinestesia – são paredes brancas e um marcador. Paredes de um quarto, parece-me. Cliché caótico, mas não me faz diferença, não é desesperante. É um processo, espero que o seja, é uma confusão controlada que tão bem conheço, com a qual sempre lidei. É bom, demonstra capacidade de ver várias perspectivas, mesmo as que não me são favoráveis.
No entanto, continuo a ser pouco clara. Acho que não admito que, pelo menos a minha escrita, seja demasiado linear. Será, talvez, o pudor relativamente a um leitor fantasma. É a merda da racionalidade a vir ao de cima, como sempre. Sinto as palavras na ponta da língua, na ponta dos dedos, burning inside, mas saem bem comportadas e racionais, como boas meninas que são. Boas meninas... Devem ser resquícios de outros tempos. Tudo deixa marcas, pelos vistos, mesmo o que rejeitamos. Influencia-nos, para o bem e para o mal. Vamo-nos construindo, solidificando bases e, consequentemente, fazendo escolhas. Depois é como no poker, ou se joga sempre pelo seguro, ou se arrisca na esperança de conseguir ganhos maiores. Isso e lidar com as outras pessoas, tudo ao mesmo tempo. Escolhas sobre nós, escolhas sobre os outros, escolhas sobre as nossas relações com os outros. Lidar com timings, expectativas, diferentes visões. Fala-se, escreve-se e tenta-se encontrar uma certa paz. Tem de ser, não há volta a dar.
É uma espécie de exorcismo, escrever. Mais eficaz que tantas outras coisas que julgávamos mais eficazes.
Dezembro 2011
Domingo, Janeiro 01, 2012
Sexta-feira, Dezembro 23, 2011
Quinta-feira, Dezembro 22, 2011
Brand New
Voltar a redescobrir-me, a ler-me, a perceber o que realmente preciso. Sabe bem.
Segunda-feira, Setembro 05, 2011
Sexta-feira, Agosto 05, 2011
Verão.
Verão.
