terça-feira, maio 29, 2012

Ignite - Live for Better Days

O shuffle do meu mp3 levou-me hoje aos meus 17 anos e isso acentuou a nostalgia que tenho vindo a sentir nos últimos tempos. Não é uma questão de terem sido tempos melhores, piores ou necessariamente mais simples mas acho que acreditava mais.
As músicas que ouvia, apercebi-me hoje, soavam a pedidos de socorro, umas espécie de teenage angst com a qual me identificava em parte, pela qual me deixei embeber, mas que apontavam para o final de um túnel. a idade adulta, a independência, a realização. Ainda o espero, mal de mim, mas os vazios são mais sufocantes à medida que o tempo avança. Não passou assim tanto tempo, é verdade - 3 ou 4 anos - mas já passei por muito mais situações que me obrigaram a adaptar-me. Não sei se me tornei mais ou menos fria, mais ou menos racional. Aprendi a fechar-me em certa parte, enquanto salvaguarda, a moderar as acções na procura de atenção, ainda que arda por dentro. Mas parece tudo mais pesado. No entanto, sei que, por exemplo, quero acreditar mais em coisas palermas como o amor, mais do que alguma vez quis na altura.
Acho é que pensava que os 20's eram o "tempo das nossas vidas". e são, em certa parte, mas muito menos romanceados. Tenho tido experiências fantásticas, que nunca me esquecerei. Mas não deixo de sentir a falta de qualquer coisa, uma certa inocência feliz, uma despreocupação, umas fé nos outros que todos os dias me relembram que não pode ser assim tão linear. (mas ainda a tenho).
Sei de quem me responderia a isto com seco "a vida é assim mesmo", "de que é que estavas à espera". Eu sei, mas hoje não queria essa resposta.
De qualquer forma, ouvir estes sons leva-me de volta por uns minutos a uma realidade que não sei se vivi ou já está romanceada mas que foi a minha. Recordo-a com um sorriso.

Sem comentários: