Tenho teste amanha de manhã mas nao interessa agora.
Já faz muito tempo que aqui não escrevo. É perguiça, não vou inventar desculpas. E talvez um medo de já nao sair nada de especial ou que caia na repetição. Mas o que interessa? Sou o que escrevo e por muito que as vezes tente, de mim nao me consigo separar.
O que me levou a voltar a escrever agora, já, ignorando Pessoa e Camões, foi ter estado a ler o blog de um amigo, o Rafael. Do muito que ele tem lá escrito e independentemente de pontos de vista divergentes em alguns aspectos, houve tanta coisa que li, textos inteirou ou apenas pequenas passagens, onde me revi de uma maneira que até me vieram as lagrimas aos olhos. E fez-me quebrar a inercia do estar apenas a olhar para um quadradinho brilhante a vaguear de hi5 em myspace, youtube para msn, e de facto voltar a ter alguma voz.
Não vou prometer nada, como muitas vezes já aqui o fiz. Não prometo que agora me vou dedicar a isto a 200% porque não sei se o cumpro. Posso apenas tentar.
Quero continuar a tentar mudar o que puder, a ser fiel ao que vou construíndo como crença. Chamaram-me ideialista no outro dia. Disseram-me para desistir da ideia de paz, de cooperação, (de civismo?). Perguntaram-me se não via que ninguém queria saber disso. Vejo. Mas sei que ainda ha uns poucos que querem acreditar. Não e na ideia ingenua, mas na ideia de que tem de haver uma alternativa, que há que haver mudança, mudança essa que tem de partir de nós. Farto-me de dizer isto, eu sei, mas tem. Sou nova, e é dessa juventude que me tenho de aproveitar. Não me posso tornar indiferente, não o quero, não o somos. E temos meios para não o deixar que aconteça.
E a escrita é um deles. Nem é uma questão de estar a escrever para alguém, porque para mim, a escrita é quase como uma auto-medicação, um exorcismo, mas se algo do que escrevo inspirar uma pessoa que seja mesmo que nunca o saiba, é das melhores recompensas do mundo.
*Feels good to be back
Bárbara
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